3 de abril de 2017 admin 0Comment

“Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”. – Sigmund Freud

Pensando nesta frase de Freud, silenciando um pouco, podemos perceber o quanto tem de nós naquilo que não gostamos no outro. A primeira coisa que comprova isso é o fato de pertencermos a mesma humanidade, somos iguais, dotados de capacidades para o acerto e para o equívoco, perseguindo algo que chamamos felicidade. Por vezes vemos o outro como obstáculo para a nossa felicidade e realização, porém no fundo se nos observarmos um pouco vamos perceber que o outro só tem condições de ser obstáculo se dermos permissão, se dermos poderes para ele.

Somos nós que criamos as situações e damos condições a partir das escolhas que fazemos, e não importa se foi inconsciente ou conscientemente, é nossa a responsabilidade. Ao assumir total responsabilidade sobre nossas decisões e as situações que se apresentam, tomamos força para poder romper com o que nos bloqueia o fluxo do amor e da sensação de felicidade.

Um bom exercício é começarmos a auto-observação, o que falamos, o que pensamos e o que fazemos. Aguçarmos a percepção, aprimorarmos a presença, ajuda a nos manter no agora e sair das histórias que a mente nos conta a respeito do outro. Se conseguirmos nos conectar com o fato de que nós somos como o outro e o outro é como nós, então podemos amar e ser amados. Fazemos a inclusão total de tudo o que é como é. Neste momento estão por terra todas as resistências. Assim temos uma chance de fluir. Somos espelhos uns dos outros. Apuremos um pouco mais a visão e vejamos.

Marilene da Hora Souza – Yakunaaj.

 

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