17 de março de 2017 admin 0Comment

Com frequência percebemos o quanto o apego acaba por degenerar a inteligência momentaneamente, nos transportando para a primeira infância.

Quando somos crianças não largamos o brinquedo preferido, mesmo este estando bem velhinho, ainda que um novo seja apresentado resistimos. A chance de substituição do brinquedo velho que se tornou um objeto de amor é mínima. Caso o novo brinquedo seja apresentado por alguém de confiança que o carregue de emoção e simbolismo, o novo terá uma chance com a criança.

Quando o novo brinquedo já tem seu espaço e foi aceito, descobrimos que o brinquedo velho está ali guardado, empoeirado, velho, sem brilho, mas ainda cheio de lembranças e carregado de emoções, sem uso mas com alguma função.

Por vezes no agora, o apego nos transporta para esse lugar da infância. Não nos permitimos esperar por mais, pelo novo, pela possibilidade de felicidade “nova-mente”. Perdemos tempo, perdemos vida concentrados nos velhos sentimentos, nas velhas disputas de poder que não nos rendem coisas boas, que nos mobilizam para o menos, para o desamor e que nem percebemos que estão guardados.

Temos a ilusão de que se vive para sempre. A vida é agora, por isso desapegue de tudo que é passado improdutivo e excessivo. Não seja econômico nos abraços, nos beijos, nas gentilezas, nos sorrisos, gaste mesmo! Seja abundante! Deixe o novo chegar, crie espaços, desapegue do velho. Seja feliz novamente!

Marilene da Hora Souza Yakunaaj

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