29 de junho de 2017 admin 0Comment

Quando me propus vivenciar a busca de visão estava conectada a busca por algo, “ver” algo que ainda não conseguia. Nesta expectativa eu fui de barraca para Segualquia um lugar de muita paz próximo a Urubici-SC. Ao sentir a paz que toma conta do lugar já imaginei que voltaria de lá uma “outra” pessoa.(detalhe voltei a mesma)

A experiência (vivência) consiste em você encontrar seu lugar no montanha e ali permanecer por quatro dias em total contato com a natureza e você. Sem aquilo que é importante água, comida e a palavra. A proposta é arrojada e também leve, pois se você quiser sair do seu lugar em meia hora, está tudo certo.Você desce e fez a busca que precisava. Confesso que o mais difícil foi calar a mente. Querendo construir teorias para findar a vivência que eu escolhi fazer.

No meu espaço sob a benção do céu e da terra, foi possível perceber que a busca de visão, é uma “busca para se ver.” Não tem relação com o que você quer e nem com as expectativas. Nestas condições você percebe a realidade e simplesmente é. O Ser se manifesta ali. E você começa a valorizar muito mais todas as coisas que te permitem manifestar-se no corpo, água,comida e palavra.

Concluí meus quatro dias e não tinha respostas, tinha mesmo eram muitas perguntas. (risos) Que com o passar dos dias após a descida vão se calando, pois não há perguntas nem respostas. Ambas são ilusões da mente para que o Ser não se manifeste por completo, o ruído da pergunta e da resposta não te permitem ir além. Já o silêncio do corpo e da mente te conectam com o que de fato é: Você. Sem títulos, sem nome, sem nada apenas o Ser. Em meio a tudo isso conhecemos pessoas maravilhosas, com suas experiências à flor da pele, totalmente disponíveis para compartilhar. Conseguir ver no outro o que sou, sentir pelos olhos do outro a vida e o amor é gratificante.

Me dei conta de forma ainda mais profunda que somos espelhos uns dos outros.

A natureza nos oferece os referenciais se soubermos Ver. Minha busca não é busca pois não tem “o que buscar” mas “quem buscar” e a partir disto percebo que é na verdade um encontro comigo. É só comigo!

Tem a ver comigo! Isso basta.

Depois de uma vivência como essa você passa a perceber com leveza tudo o que vem, pois assim como os quatro dias elas vão passar.

Hoje olhando minha gatinha correndo atrás do rabo vi que quando ela segurou e mordeu imediatamente soltou assustada, me dei conta de que é isso.

Corremos atrás de nós e quando conseguimos pegar percebemos que somos nós. Apenas nós na nossa experiência espetacular chamada vida!

Marilene da Hora Souza – Yakunaaj.

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